domingo, 20 de setembro de 2009

Rock Debate.

Tudo o que você queria saber sobre rock progressivo mas ninguém teve paciência para explicar.

Este espaço destina-se a expor - e discutir, a partir do possível feedback - um pensamento acerca de um sub-gênero do rock que ficou conhecido pela alcunha de rock progressivo.

O adjetivo "progressivo" teria origem - para muitos - no fato de que, frequentemente, as composições estruturam-se num formato de andamento que tem início pianissimo e que vai acelerando-se pro-gres-si-va-men-te até um andamento dito forte.

"Roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido" (Rita Lee Jones)

Na minha opinião, "progressivo" é o sentido dado à mensagem contida nessas composições em termos literários, invertendo a compreensão muito presente no senso comum, de que o rock é (somente) sinônimo de protesto, veículo de expressão de "malucos" e trilha sonora da destruição.

Uma grande parcela - sem dúvida a maior, como pretendo aqui demonstrar - da produção do rock progressivo caminha numa outra direção; a da consciência, a da busca de um centro, a da construção do ser e de uma sociedade em convivência harmônica.

Como exemplo, e para ficar no universo mutante de citações, aí está uma letra, de autoria de Sérgio Dias Baptista e Liminha, presente no disco de maior vendagem dos Mutantes - "Tudo foi feito pelo Sol", verdadeiro exemplar do rock progressivo brasileiro:

"Eu só penso em te ajudar"

Estão dizendo que é pra competir

Mas eu só penso em te ajudar

Só quero uma vida em que a gente possa amar

Yeah, yeah, amar a vida

Yeah, yeah, amar o mundo

Estão dizendo que é p'ra eu te passar p'ra trás

Mas eu só penso em te abraçar

Não há nada na vida que faça eu parar de amar

Yeah, yeah, amar a vida

Yeah, yeah, amar o mundo

Hey, garoto, vê se não vai cair do buggy

Hey, garoto, que tal você tocando moog

Hey, garoto, você dançando boogie woogie.

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