Este espaço destina-se a expor - e discutir, a partir do possível feedback - um pensamento acerca de um sub-gênero do rock que ficou conhecido pela alcunha de rock progressivo.
O adjetivo "progressivo" teria origem - para muitos - no fato de que, frequentemente, as composições estruturam-se num formato de andamento que tem início pianissimo e que vai acelerando-se pro-gres-si-va-men-te até um andamento dito forte.
"Roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido" (Rita Lee Jones)
Na minha opinião, "progressivo" é o sentido dado à mensagem contida nessas composições em termos literários, invertendo a compreensão muito presente no senso comum, de que o rock é (somente) sinônimo de protesto, veículo de expressão de "malucos" e trilha sonora da destruição.
Uma grande parcela - sem dúvida a maior, como pretendo aqui demonstrar - da produção do rock progressivo caminha numa outra direção; a da consciência, a da busca de um centro, a da construção do ser e de uma sociedade em convivência harmônica.
Como exemplo, e para ficar no universo mutante de citações, aí está uma letra, de autoria de Sérgio Dias Baptista e Liminha, presente no disco de maior vendagem dos Mutantes - "Tudo foi feito pelo Sol", verdadeiro exemplar do rock progressivo brasileiro:
"Eu só penso em te ajudar"
Estão dizendo que é pra competir
Mas eu só penso em te ajudar
Só quero uma vida em que a gente possa amar
Yeah, yeah, amar a vida
Yeah, yeah, amar o mundo
Estão dizendo que é p'ra eu te passar p'ra trás
Mas eu só penso em te abraçar
Não há nada na vida que faça eu parar de amar
Yeah, yeah, amar a vida
Yeah, yeah, amar o mundo
Hey, garoto, vê se não vai cair do buggy
Hey, garoto, que tal você tocando moog
Hey, garoto, você dançando boogie woogie.
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